23 de jul de 2012

Hiroshima, meu amor


Hiroshima, meu amor (Hiroshima mom amour, França/Japão, 1959) dirigido por Alain Resnais  é um dos filmes representantes da Nouvelle Vague. Certamente não é um filme para ser visto com o mesmo olhar que assistimos a filmes com narrativas lineares no sentido de cronologia e de coesão. Um olhar mais "sensível" é necessário justamente devido à proposta do filme não ser narrativa e sim poética.


Um filme sobre o amor, sobre as memórias, sobre a guerra e que é ao mesmo tempo cinema, poesia e política...mas não vou descrevê-lo. O que me importa é aguçar as vontades, então deixo meu elogio pela originalidade magistral do diretor, pela atuação de Emmanuelle Riva e pela belíssima fotografia. Além disso, como não poderia me escapar aos olhos, deixo minha observação para duas cenas em que o origami  aparece integrando o cenário:

Cena em que tsurus são carregados por crianças em uma passeata
(a passeata compõe as gravações de um "filme dentro do próprio filme")
Cena de um quarto de hospital totalmente ornamentado com origamis,
entre eles, vários kusudamas.


 Sem dúvidas, um grande filme, para ser visto várias vezes e para muitas reflexões.

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